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domingo, 25 de outubro de 2015

Educação Física escolar contemporânea: segundo a perspectiva de seus autores

Fensterseifer e Silva (2011) pontuaram também certas características que fundamentam experiências inovadoras, como:
  • Proposta pedagógica articulada com o currículo da escola;
  • Desenvolvimento de conteúdos de forma progressiva e com preocupação sistematizadora;
  • Envolvimento do conjunto dos(as) alunos(as) nas aulas;
  • A presença de conteúdos variados representativos da diversidade que compõe a cultura corporal de movimento;
  • Processos de avaliação articulados com os objetivos do componente curricular.

http://www.efdeportes.com/efd182/educacao-fisica-escolar-contemporanea.htm

  • FENSTERSEIFER, P, E. SILVA, M, A da. Ensaiando o “novo” em Educação Física Escolar: a perspectiva de seus atores. Rev. Bras. Ciênc. Esporte, Florianópolis, v. 33, n. 1, p. 119-134, 2011.
  • FENSTERSEIFER, P, E; GONZÁLEZ, F. J; Entre o “não mais” e o “ainda não”: Pensando saídas do não lugar da EF escolar I e II. Cadernos de Formação RBCE, p. 10-21, mar. 2010.
  • SILVA, Maria Cecília de Paula. Educar para superar: uma reflexão sobre a educação física escolar. Pensar a prática, Goiânia - GO, v. 7, n. 2, p. 205-221, 2004.

sábado, 20 de junho de 2015

Carlan, Paulo. O esporte como conteúdo da educação física escolar [tese]: um estudo de caso de uma prática pedagógica - PG. 43

Bracht (1992, p. 58) aborda brevemente, numa das raras vezes, a relação esporte, Educação Física e conteúdo, em sua obra de 1992, intitulada Educação Física e Aprendizagem Social, no sentido do
conteúdo socioeducativo do esporte. Apresenta a discussão das contribuições da atividade esportiva na socialização das crianças, contribuição essa que tem sido utilizada como justificativa para a
inclusão da Educação Física nos currículos escolares. A crítica emitida por Bracht (1992, p. 59) é no sentido de que a corrente de pedagogos que defendem a ideia de o esporte contribuir para a socialização das crianças, escamoteia ou não parte de uma análise crítica entre Educação Física e esporte. Reconhece-se a crítica de Bracht no momento histórico no qual a Educação Física encontrava-se e continua sendo pertinente, porém, não avança na perspectiva de sinalizar especificamente como abordar e quais os conteúdos específicos para a Educação Física.
Betti (1991) indaga: deve o esporte integrar-se na Educação Física? Se sim, que tipo de esporte? O autor defende o esporte como um dos conteúdos da Educação Física escolar:
Introduzir o aluno no universo cultural das atividades físicas, de modo a prepará-lo para delas
usufruir durante toda a sua vida [...]. Devem-se ensinar o basquetebol, o voleibol, a dança, a
ginástica, o jogo, visando não apenas o aluno presente, mas o cidadão futuro, que vai partilhar,
produzir, reproduzir e transformar as formas culturais da atividade física. Por isso, na Educação
Física escolar, o esporte não deve restringir-se a um fazer mecânico, visando um rendimento
exterior ao indivíduo, mas tornar-se um compreender, um incorporar, um aprender atitudes, habilidades e conhecimentos, que levem o aluno a dominar os valores e padrões da cultura
esportiva. (BETTI, 1991, p. 58).




Carlan, Paulo. O esporte como conteúdo da educação física escolar [tese]: um estudo de caso de uma prática pedagógica / Paulo Carlan ; orientador Elenor Kunz , coorientador Paulo Evaldo Fensterseifer. –
Florianópolis, SC, 2012. 354 p. ; 148x210 cm. Tese (doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos. Programa de Pós-Graduação em Educação Física.

terça-feira, 26 de maio de 2015

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: a difícil e incontornável relação teoria e prática








 
Motrivivência Ano XIX, Nº 28, P. 27-37 Jul./2007
EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: a difícil e incontornável relação teoria e prática
Paulo Evaldo Fensterseifer1
Fernando Jaime González2
Resumo
Reconhecendo a difícil e complexa problemática da relação teoria-prática, acentuada ainda mais na Educação Física escolar devido às peculiaridades da área; e considerando que a Educação Física, na condição de disciplina escolar, tem como finalidade "formar indivíduos dotados de capacidade crítica em condições de agir autonomamente na esfera da cultura corporal de movimento e de forma transformadora como cidadãos políticos" (Bracht e González), os autores












É bom ter clareza, no entanto, que esse novo projeto para constituir-se em prática hegemônica deve passar pela invenção de novos sentidos e práticas pedagógicas, processo que não se produz pela aplicação de respostas pensadas por outros. Assim, na nossa compreensão, a EF se encontra "entre o não mais e o ainda não"6. Entre uma prática docente na qual não se acredita mais, e uma outra que ainda se têm dificuldades de pensar e desenvolver.7 



6 Expressão utilizada por Stein (1991) para referir-se ao impasse que vivemos em relação à modernidade.



7 Nesse contexto, entendemos que a ausência de projetos curriculares de EF na maioria das escolas e, particularmente, a falta que sente deles uma porção importante dos professores, é um claro sinal dessa transição.